"Às 6 horas da manhã, o relógio desperta. Levanto e vou para o meu trabalho. Sou carteiro. Pego o trem, que não tem problema de superlotação. Que bom seria se São Paulo inteira fosse assim e aumentasse a extensão das linhas de trens.
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Chego ao trabalho, dou bom-dia aos meus colegas, preparo meu serviço, pego minha bolsa e vou para o bairro do Grajaú, na zona sul, onde entrego correspondências há 37 anos.
Foto: DivulgaçãoAmpliar
O carteiro Rubens Mendes
Estamos no verão e chove em São Paulo. Vejo a população não colaborar, deixando lixo nas ruas, o que entope os bueiros, causando inundação. Espero que um dia as pessoas tenham consciência deste problema e contribuam para que a cidade não tenha enchentes.
Com ou sem chuva, sigo minha rotina de carteiro. O que alegra meu dia é a boa recepção dos destinatários. O latido dos cachorros já não me assusta mais, parece que eles estão me desejando um bom dia de trabalho. Como a cachorrinha Mel, que me espera todos os dias no portão.
Que bom viver e trabalhar em São Paulo, cidade onde nasci. O dia 25 de janeiro é uma dupla comemoração para mim: aniversário da nossa metrópole e também meu dia, pois comemoramos nessa data o Dia do Carteiro”.
* O carteiro Rubens Mendes, de 58 anos, é paulistano, casado, pai de cinco filhos e avô de uma netinha. Trabalha nos Correios há 37 anos e, nas horas vagas, é compositor e intérprete de samba enredo.







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