Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to Russian

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cristina agradece apoio de argentinos e líderes sul-americanos

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez nesta quarta-feira sua primeira aparição pública desde o anúncio de que ela sofre de câncer de tireoide e será operada. Em um breve pronunciamento, ela agradeceu a solidariedade da população e de líderes internacionais.


Apesar do anúncio da doença, Cristina continuou com sua agenda oficial e se reuniu pela manhã com os governadores das províncias que estão endividadas com o governo federal.

De acordo com o jornal "Clarín", ao se aproximar para falar aos presentes, Cristina foi aplaudida de pé pelos governadores e funcionários participantes do encontro.
Além de agradecer ao apoio mostrado pela população argentina, Cristina disse que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi o primeiro a telefonar após o anúncio da doença.
Segundo ela, Chávez --que também foi diagnosticado com câncer no final de junho deste ano-- afirmou que iria organizar um congresso com os líderes que venceram a doença. "Vou disputar a Presidência [do congresso]", brincou Cristina.
A argentina ressaltou também que outros líderes da região entraram em contato com ela para expressar apoio, entre eles Sebastián Piñera, do Chile; Juan Manuel Santos, da Colômbia; Fernando Lugo, do Paraguai; e a presidente brasileira, Dilma Rousseff.
ANÚNCIO
Na noite de ontem, o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro, informou que Cristina foi diagnosticada com um câncer na tireoide e será operada na próxima quarta-feira (4).
A Casa Rosada acrescentou que o carcinoma maligno será retirado durante a operação, e que a presidente não apresenta metástase (situação em que o câncer se espalha por mais órgãos), estando isolado à tireoide.
Segundo o jornal argentino "Clarín", a presidente será submetida à cirurgia no hospital Austral de Pilar e para o procedimento ficará de licença até o dia 24 de janeiro. O vice, Amado Boudou, ficará no poder durante o período.
Enrique Garcia Medina-10.dez.11/Reuters
Cristina Kirchner é fotografada em cerimônia no começo do mês do lado de fora da Casa Rosada
Cristina Kirchner é fotografada em cerimônia no começo do mês do lado de fora da Casa Rosada
Sobre Boudou, Cristina ressaltou a importância que tem que o vice-presidente esteja de acordo com a política do mandatário de um país. "Mantenha o que você faz. Eu não quero ler a manchete '[Cristina] pressionou para que façam o que ela quer'", disse.
Segundo o "Clarín", a presidente será submetida à cirurgia no hospital Austral de Pilar e ficará de licença até o dia 24 de janeiro. O vice, Amado Boudou, ficará no poder durante o período.
Uma fonte citada pelo veículo afirmou que "o impacto emocional inicial, quando a presidente escutou a palavra câncer, foi forte. Mas ela foi se tranquilizando conforme lhe explicaram que se tratava de uma das formas mais benignas e curáveis".
Ainda de acordo com o "Clarín", este é o tipo de câncer mais comum a atingir a tireoide, e ocorre com mais frequência em mulheres do que em homens, com taxa de sobrevivência superior a 95%.
REELEITA
Reeleita em outubro com 53,07% dos votos, para mais um mandato de quatro anos, Cristina assumiu o poder após a morte do marido, Néstor Kirchner, que sofreu um ataque cardíaco aos 60 no fim de 2010.
Quebrando totalmente o protocolo, a presidente argentina Cristina mencionou seu ex-marido Néstor Kirchner durante a cerimônia de posse de seu segundo mandato, no último dia 12, em Buenos Aires.
Ela deve ocupar a Casa Rosada até 2015 e governar com o maior poder dos últimos 30 anos, com maioria no Congresso e muitas províncias sob o controle do kirchnerismo.
Visivelmente emocionada e vestida de preto, Cristina fez um juramento fora do protocolo presidencial argentino. Jurou "por Deus e a pátria sobre os Santos Evangelhos", acrescentando que se não cumprir seu dever, espera que "Deus, a pátria e ele [Néstor Kirchner], me cobrem".

Nenhum comentário:

Postar um comentário